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Quem é Helder Barbalho, candidato ao Senado pelo Pará

por manoelacarlucci
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Nascido em uma das famílias mais tradicionais da política paraense, Helder Barbalho (MDB) é candidato ao Senado Federal nas eleições de 2026. O emedebista foi governador do estado por dois mandatos e deixou o cargo em abril deste ano.

Formado em Administração pela Universidade da Amazônia (UNAMA) e pós-graduado com MBA Executivo em Gestão Pública pela FGV (Fundação Getulio Vargas), o candidato de 47 anos venceu sua primeira corrida eleitoral em 2000, quando foi eleito vereador de Ananindeua.

No município, que é o segundo maior colégio eleitoral do Pará, também foi eleito prefeito em 2004, sendo reeleito em 2008. Antes, em 2002, já tinha conquistado 68 mil votos que lhe renderam o cargo de deputado estadual.

Natural de Belém, Helder é filho de políticos com longa trajetória no estado. Sua mãe, Elcione Barbalho (MDB), é deputada federal, enquanto seu pai, Jader Barbalho (MDB), é senador e ex-governador.

Jader, que tem mandato na Câmara Alta até o final deste ano, aparece como primeiro suplente do filho. A composição também conta com Samuel Câmara (Republicanos) como segundo suplente.

Em 2014, Helder disputou o governo do Pará, mas foi derrotado no segundo turno por Simão Jatene (PSDB), postulante à reeleição. Em dezembro daquele mesmo ano, durante o segundo mandato da então presidente Dilma Rousseff (PT), foi ministro da Pesca e Aquicultura e, depois de mudanças ministeriais, foi nomeado ministro-chefe da Secretaria de Portos.

Após o impeachment da ex-presidente, foi convidado por Michel Temer (MDB) para comandar a pasta da Integração Nacional.

Voltou a concorrer ao governo do estado em 2018, quando foi eleito com 55,4% dos votos. Em 2022, foi reeleito com 70,4%.

Helder renunciou ao cargo em abril de 2026 para concorrer ao Senado Federal. Em seu lugar, assumiu a vice-governadora Hana Ghassan (MDB).

O histórico da família Barbalho na política nacional e a participação de Helder em diferentes governos fizeram com que seu nome fosse associado ao chamado “Centrão“. Nos bastidores, ele chegou a ser considerado como um dos possíveis nomes para ocupar a vice-presidência da República na chapa de Lula (PT) nesta corrida eleitoral, mas a composição não se concretizou.

Polêmicas

Durante a Operação Lava Jato, o candidato foi acusado de receber R$ 1,5 milhão da Odebrecht. O valor, segundo delação premiada de diretores da empresa, teria sido usado para a campanha estadual de 2014.

A afirmação motivou abertura de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar o político por corrupção passiva. Na ocasião, Helder negou irregularidades e afirmou que os valores foram devidamente declarados à Justiça Eleitoral. Em outubro de 2024, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu o arquivamento da investigação. O pedido foi acatado pelo ministro Edson Fachin.

Em meio à crise da Covid-19, o ex-governador também foi alvo de busca e apreensão em operação que apurava supostos desvios de recursos e fraudes em processos de licitação na compra de respiradores e equipamentos hospitalares. O caso foi arquivado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) em outubro de 2023.

Helder também foi absolvido de denúncias envolvendo abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Segundo a ação, o candidato teria usado veículos do Grupo RBA, que pertence à família Barbalho, para criticar adversários políticos.

Propostas

Na campanha ao Senado Federal, o candidato defende melhorias no sistema educacional do estado. Como proposta, ele propõe a construção e o fortalecimento de instituições de ensino. Atualmente, o Pará conta com quatro universidades federais em todo seu território.

Com relação à segurança pública, Barbalho apoia penas mais duras e medidas de enfrentamento ao crime organizado. Em entrevistas realizadas recentemente, o ex-governador afirmou que, se eleito, buscará viabilizar novos concursos públicos e investimentos em equipamentos e viaturas policiais.

O postulante declarou R$ 15,4 milhões à Justiça Eleitoral. A relação reúne imóveis, participações em empresas e aplicações financeiras.

O valor é informado pelo próprio candidato e disponibilizado na base de dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

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