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Por que incluir a prancha no treino? Veja os principais benefícios

por Simone Machado
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A prancha é um dos exercícios mais indicados por educadores físicos para quem quer fortalecer o core, conjunto de músculos que envolve abdômen, lombar, quadris e pélvis. Apesar de parecer simples, ela exige resistência e técnica, sendo considerada uma das melhores opções para trabalhar força e estabilidade, sem a necessidade de aparelhos.

Um dos principais benefícios da prancha é a ativação de vários grupos musculares ao mesmo tempo. Ao sustentar o corpo apoiado nos antebraços e na ponta dos pés, os músculos abdominais, lombares, ombros, glúteos e coxas são estimulados, proporcionando ganho de força e equilíbrio corporal.

“Melhora a postura, a estabilidade e o equilíbrio. Além disso, contribui para prevenir dores lombares, protege a coluna durante os movimentos do dia a dia e potencializa o desempenho em outros exercícios. Por ser isométrico, trabalha a resistência muscular sem sobrecarregar as articulações”, explica o educador físico Jancei Dias.

Outro ponto positivo é a praticidade: a prancha pode ser feita em qualquer lugar e ocupa pouco tempo da rotina. A recomendação inicial é manter a posição por 15 a 30 segundos, aumentando progressivamente conforme a resistência melhora. Como ela não envolve movimentos repetitivos de impacto, é considerada uma atividade segura para diferentes níveis de condicionamento físico.

“O ideal é começar mantendo a prancha de 15 a 30 segundos, sempre priorizando a postura correta. Com o tempo e o fortalecimento do core, a progressão pode ser feita aumentando gradualmente o tempo, chegando a 1 minuto ou mais. Outra forma para progressão é adicionar variações, como prancha lateral ou com apoio alternado, sempre respeitando o limite do corpo e evitando compensações”, acrescenta Dias.

A execução correta é fundamental para evitar lesões ou que o movimento sobrecarregue a coluna, por exemplo. Para fazê-la, o corpo deve permanecer alinhado, sem elevar ou abaixar demais o quadril, garantindo a eficácia do exercício.

“Pessoas com dor lombar podem praticar a prancha, mas com muito cuidado. É fundamental garantir a execução correta. Em casos de dor intensa ou crônica, o ideal é iniciar sob orientação de um profissional, começando com variações mais leves, como a prancha com os joelhos apoiados, até fortalecer o core de forma segura”, diz o educador físico.

Pessoas que tiveram lesões recentes na coluna, ombros ou punhos, com hérnias abdominais ou diástase não tratada devem consultar um profissional antes de fazer o exercício. Nesses casos, ele pode agravar o quadro se feito sem acompanhamento.

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