{"id":21474,"date":"2025-11-14T14:33:56","date_gmt":"2025-11-14T17:33:56","guid":{"rendered":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/pela-primeira-vez-cientistas-veem-estagios-iniciais-de-uma-supernova\/"},"modified":"2025-11-14T14:34:06","modified_gmt":"2025-11-14T17:34:06","slug":"pela-primeira-vez-cientistas-veem-estagios-iniciais-de-uma-supernova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/pela-primeira-vez-cientistas-veem-estagios-iniciais-de-uma-supernova\/","title":{"rendered":"Pela primeira vez, cientistas veem est\u00e1gios iniciais de uma supernova"},"content":{"rendered":"<div data-single-content=\"true\">\n<p>A morte explosiva de uma estrela &#8212; uma supernova &#8212; est\u00e1 entre os eventos c\u00f3smicos mais violentos do universo, mas a apar\u00eancia exata desse cataclismo \u00e0 medida que se desenrola permanecia misteriosa. Agora, os cientistas observaram pela primeira vez os est\u00e1gios iniciais de uma supernova, com uma estrela maci\u00e7a explodindo em um formato semelhante a uma azeitona.<\/p>\n<p>Os pesquisadores usaram o Very Large Telescope, ou VLT, do Observat\u00f3rio Europeu do Sul, sediado no Chile, para observar a supernova, que envolveu uma estrela com aproximadamente 15 vezes a massa do nosso sol, residente em uma gal\u00e1xia chamada NGC 3621, a cerca de 22 milh\u00f5es de anos-luz da Terra, na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Hidra. Um ano-luz \u00e9 a dist\u00e2ncia que a luz percorre em um ano, ou seja, 9,5 trilh\u00f5es de quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>A forma dessas explos\u00f5es vinha sendo dif\u00edcil de determinar at\u00e9 ent\u00e3o, devido \u00e0 velocidade com que ocorrem, por isso foi preciso agir rapidamente com essa supernova. A explos\u00e3o foi detectada em 10 de abril de 2024, \u00e9poca em que o astrof\u00edsico Yi Yang, da Universidade de Tsinghua, na China, desembarcava de longo voo para S\u00e3o Francisco. O pedido formal de Yang para apontar o VLT para a supernova foi atendido poucas horas depois.<\/p>\n<p>Assim, os pesquisadores puderam observar a explos\u00e3o apenas 26 horas ap\u00f3s a detec\u00e7\u00e3o inicial e 29 horas depois que o material do interior da estrela rompeu pela primeira vez a superf\u00edcie estelar.<\/p>\n<p>O que eles viram foi a estrela condenada cercada em seu equador por um disco pr\u00e9-existente de g\u00e1s e poeira, com a explos\u00e3o empurrando o material para fora do n\u00facleo estelar, distorcendo o formato da estrela, fazendo com que ela se assemelhasse a uma azeitona vertical. A explos\u00e3o, notavelmente, n\u00e3o fez com que a estrela se desintegrasse em uma forma esf\u00e9rica. Em vez disso, a explos\u00e3o avan\u00e7ou violentamente para fora em lados opostos da estrela.<\/p>\n<p>&#8220;A geometria da explos\u00e3o de uma supernova fornece informa\u00e7\u00f5es fundamentais sobre a evolu\u00e7\u00e3o estelar e os processos f\u00edsicos que levam a esses fogos de artif\u00edcio c\u00f3smicos&#8221;, disse Yang, principal autor do estudo publicado nesta quarta-feira na revista Science Advances.<\/p>\n<p>&#8220;Os mecanismos exatos por tr\u00e1s das explos\u00f5es de supernovas de estrelas massivas, aquelas com mais de oito vezes a massa do Sol, ainda s\u00e3o debatidos e s\u00e3o uma das quest\u00f5es fundamentais que os cientistas querem abordar&#8221;, disse Yang.<\/p>\n<p>Estrelas grandes desse tipo t\u00eam vida relativamente curta. Essa, uma supergigante vermelha, tinha cerca de 25 milh\u00f5es de anos no momento de sua morte. Em compara\u00e7\u00e3o, o Sol tem mais de 4,5 bilh\u00f5es de anos e ainda tem mais alguns bilh\u00f5es de anos pela frente.<\/p>\n<p>No momento da explos\u00e3o, o di\u00e2metro da estrela era 600 vezes maior que o do Sol. Parte da massa da estrela foi expulsa para o espa\u00e7o. Acredita-se que o restante tenha se transformado em uma estrela de n\u00eautrons, um remanescente estelar altamente compacto, de acordo com o coautor do estudo, Dietrich Baade, astrof\u00edsico do Observat\u00f3rio Europeu do Sul, sediado na Alemanha.<\/p>\n<p>Quando uma estrela esgota o combust\u00edvel de hidrog\u00eanio para a fus\u00e3o nuclear que ocorre em seu centro, seu n\u00facleo entra em colapso, o que faz com que o material seja lan\u00e7ado para fora, penetrando na superf\u00edcie estelar e no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>&#8220;As primeiras observa\u00e7\u00f5es do VLT capturaram a fase durante a qual a mat\u00e9ria acelerada pela explos\u00e3o perto do centro da estrela atravessou a superf\u00edcie da estrela, a fotosfera&#8221;, disse Yang.<\/p>\n<p>&#8220;Uma vez que o choque rompe a superf\u00edcie, ele libera imensas quantidades de energia. A supernova ent\u00e3o se ilumina dramaticamente e se torna observ\u00e1vel. Durante uma fase de curta dura\u00e7\u00e3o, a forma inicial da supernova pode ser estudada antes que a explos\u00e3o interaja com o material que circunda a estrela moribunda&#8221;, explicou Yang.<\/p>\n<p>Essa forma, disse Yang, oferece pistas sobre como a explos\u00e3o foi desencadeada no cora\u00e7\u00e3o da estrela. As novas observa\u00e7\u00f5es parecem descartar alguns modelos cient\u00edficos atuais do processo de explos\u00e3o, segundo Yang, \u00e0 medida que cientistas refinam sua compreens\u00e3o da morte de estrelas massivas.<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A morte explosiva de uma estrela &#8212; uma supernova &#8212; est\u00e1 entre os eventos c\u00f3smicos mais violentos do universo, mas a apar\u00eancia&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":21475,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"","_lmt_disable":"","footnotes":""},"categories":[18],"tags":[],"class_list":["post-21474","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-regiao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21474","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21474"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21474\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21475"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21474"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21474"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21474"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}