{"id":19010,"date":"2025-07-25T14:33:26","date_gmt":"2025-07-25T17:33:26","guid":{"rendered":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/ha-40-anos-festa-antecipada-e-camarao-na-praia-mudaram-para-sempre-uma-final-de-brasileirao\/"},"modified":"2025-07-25T14:33:33","modified_gmt":"2025-07-25T17:33:33","slug":"ha-40-anos-festa-antecipada-e-camarao-na-praia-mudaram-para-sempre-uma-final-de-brasileirao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/ha-40-anos-festa-antecipada-e-camarao-na-praia-mudaram-para-sempre-uma-final-de-brasileirao\/","title":{"rendered":"H\u00e1 40 anos, festa antecipada e camar\u00e3o na praia mudaram para sempre uma final de Brasileir\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div>                                    <meta itemprop=\"mainEntityOfPage\" content=\"https:\/\/www.umdoisesportes.com.br\/coritiba\/ha-40-anos-festa-antecipada-e-camarao-na-praia-mudaram-para-sempre-uma-final-de-brasileirao\/\"> <meta itemprop=\"datePublished\" content=\"2025-07-25T08:40:00-03:00\"> <meta itemprop=\"dateModified\" content=\"2025-07-25T10:34:37-03:00\"> <meta itemprop=\"author\" content=\"Julio Filho\"> <meta itemprop=\"url\" content=\"https:\/\/www.umdoisesportes.com.br\/coritiba\/ha-40-anos-festa-antecipada-e-camarao-na-praia-mudaram-para-sempre-uma-final-de-brasileirao\/\"> <meta itemprop=\"publisher\" content=\"UmDois Esportes: Not\u00edcias do esporte paranaense e brasileiro\"> <meta itemprop=\"headline\" content=\"H\u00e1 40 anos, festa antecipada e camar\u00e3o na praia mudaram para sempre uma final de Brasileir\u00e3o\"> <meta itemprop=\"description\" content=\"N\u00e3o foi apenas a torcida do Coritiba que celebrou a conquista do t\u00edtulo brasileiro de 1985. Tr\u00eas dias antes da decis\u00e3o no Maracan\u00e3, o Bangu j\u00e1 comemorava a honraria nacional, ap\u00f3s a vit\u00f3ria por 3 a 1 sobre o Brasil de Pelotas, na segunda partida da semifinal. \u201cTeve uma\u2026 Read More\">     <meta itemprop=\"image\" content=\"https:\/\/www.umdoisesportes.com.br\/thumbor\/8XK80iOEcg6v6yJqe62hjc39wfE=\/1200x800\/smart\/filters:format(webp)\/https:\/\/www.umdoisesportes.com.br\/\/media\/umdoisesportes\/2025\/07\/24101455\/marinho-rafael-coritiba-bangu.jpg\">     <meta itemprop=\"width\" content=\"1200\">     <meta itemprop=\"height\" content=\"800\">                                  <\/p>\n<section>     <progress max=\"100\" value=\"0\"><\/progress> <\/section>\n<div itemprop=\"articleBody\">\n<p>N\u00e3o foi apenas a torcida do <strong>Coritiba<\/strong> que celebrou a conquista do t\u00edtulo brasileiro de 1985. Tr\u00eas dias antes da decis\u00e3o no Maracan\u00e3, o Bangu j\u00e1 comemorava a honraria nacional, ap\u00f3s a vit\u00f3ria por 3 a 1 sobre o Brasil de Pelotas, na segunda partida da semifinal.<\/p>\n<p>\u201cTeve uma festa absurda na sede social do Bangu, porque o Bangu j\u00e1 era campe\u00e3o\u201d, conta <strong>Carlos Molinari<\/strong>, historiador do clube, autor do\u00a0<em>Almanaque do Bangu<\/em>.<\/p>\n<p>Impulsionado pelo financiamento do bicheiro, <strong>Castor de Andrade<\/strong>, o clube carioca do craque Marinho contava as horas para a comemora\u00e7\u00e3o derradeira. O duelo contra o Coxa era mera formalidade.<\/p>\n<figure><figcaption>Equipe do Bangu na final de 1985. Foto: Acervo Bangu A. C.\/Carlos Molinari<\/figcaption><\/figure>\n<p>A euforia era tanta que, durante os festejos, o Bangu vendeu todas as camisas do time para os torcedores presentes na sede do clube. Inclusive os uniformes que seriam usados na decis\u00e3o do Campeonato Brasileiro.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cVenderam todos os kits de camisas que tinham. N\u00e3o tinha camisa para o jogo contra o Coritiba. Tiveram que pegar uma camisa branca, sem a logomarca da Adidas, que tinha sido utilizada em 1983, e que n\u00e3o era a camisa da campanha\u201d, detalha Molinari.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Mas n\u00e3o foram somente os torcedores e a diretoria de Castor de Andrade que acabaram contaminados pelo clima do \u201cj\u00e1 ganhou\u201d. A equipe ganhou folga na segunda-feira e a comiss\u00e3o t\u00e9cnica liderada pelo t\u00e9cnico Mois\u00e9s aproveitou o dia na praia. <\/p>\n<p>\u201cOutra coisa que motivou a gente, vendo televis\u00e3o, no programa de esportes, o Mois\u00e9s estava sentado comendo camar\u00e3o e tomando chope, e falando que ia ser tranquilo. A gente ficou revoltado com aquilo\u2026  A gente achou aquilo um absurdo e nos motivou ainda mais \u201c, conta o ponta-esquerda Edson Gonzaga, no podcast Carneiro &#038; Mafuz.<\/p>\n<figure><figcaption>Disputa acirrada no Maracan\u00e3. Foto: Acervo Bangu A. C.\/Carlos Molinari<\/figcaption><\/figure>\n<p>Na ter\u00e7a-feira, o treino foi aberto para a torcida, em clima de fanfarra. Na quarta-feira, em meio ao caos de nem sequer ter o jogo de uniformes correto \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, o Bangu cairia de joelhos frente ao Coritiba.<\/p>\n<p>\u201cA delega\u00e7\u00e3o do Bangu saiu em cima da hora da Toca do Castor e chegou atrasada ao jogo. O \u00f4nibus n\u00e3o conseguia chegar ao Maracan\u00e3. E os jogadores descem e v\u00e3o a p\u00e9, em meio aos torcedores, para o est\u00e1dio\u201d, explica Molinari.<\/p>\n<p><mark>\u201cCoisa de maluco, no dia mais importante da vida, voc\u00ea chega atrasado ao est\u00e1dio e com um uniforme que n\u00e3o era o daquele ano. \u00c9 inacredit\u00e1vel\u201d, completa.<\/mark><\/p>\n<h2>Final de 1985 marcou auge e derrocada de um Bangu que definhou<\/h2>\n<p>O golpe da derrota para o Coritiba foi duro para o Bangu. No ano seguinte, veio a disputa da Libertadores. \u201cFoi uma piada. N\u00e3o se prepararam para nada. N\u00e3o tinham ideia da altitude em Quito. Mas tem tamb\u00e9m uma ressaca, uma revolta, com o Romualdo Filho\u201d, explica Molinari, trazendo \u00e0 cena o \u00e1rbitro da decis\u00e3o de 1985.<\/p>\n<p>Um gol de Marinho, anulado aos 38 do segundo tempo, foi o estopim da indigna\u00e7\u00e3o. O bandeirinha validou o gol. Romualdo marcou impedimento. O jogo terminaria empatado por 1 a 1 e o Coxa conquistaria o caneco nos p\u00eanaltis.<\/p>\n<figure><figcaption>Marinho em chamas, mas gol seria anulado. Foto: Acervo Bangu A. C.\/Carlos Molinari<\/figcaption><\/figure>\n<p><mark>\u201cSe fala de muita coisa, de que o Romualdo teria pedido o dinheiro de um apartamento para o Castor antes do jogo, que n\u00e3o teria dado, porque considerava o Bangu muito superior. Mas pode n\u00e3o ser verdade. Do jeito que o Castor era, ele subornaria. Conta-se que subornou goleiros advers\u00e1rios. N\u00e3o sabemos. Mas s\u00e3o hist\u00f3rias estranhas\u201d, prossegue o historiador.<\/mark><\/p>\n<p>Castor continuaria no Bangu at\u00e9 1993. Mas, aos poucos, perceberia que nem o dinheiro do bicho garantia t\u00edtulos. Tamb\u00e9m em 1985, viu outra pol\u00eamica com a arbitragem na final do Carioca contra o Fluminense, com um p\u00eanalti n\u00e3o marcado por Jos\u00e9 Roberto Wright.<\/p>\n<p>\u201cParecia haver um compl\u00f4 da arbitragem, n\u00e3o contra o Bangu, mas contra o Castor. Por causa de um jogo feminino em 83, em que os seguran\u00e7as dele invadem o campo e surram o \u00e1rbitro\u201d, ressalta Molinari.<\/p>\n<figure><figcaption>Bangu saiu atr\u00e1s do placar e buscou o empate. Foto: Acervo Bangu A. C.\/Carlos Molinari<\/figcaption><\/figure>\n<p>Desiludido, Castor passaria a focar na vencedora Mocidade, diminuindo os investimentos no Bangu. No rebaixamento do clube em 1988, estava preso. \u201cAs situa\u00e7\u00f5es passaram a ser surreais. Os jogadores iam na carceragem antes dos jogos, para ganhar bicho, pedir ben\u00e7\u00e3o\u201d, prossegue.<\/p>\n<p>Quarenta anos depois, em 2025, o Bangu foi rebaixado no Campeonato Carioca e, agora, luta para subir novamente. Est\u00e1 na semifinal da S\u00e9rie A2. Quem visitar a sede do clube, far\u00e1 uma viagem no tempo.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201c\u00c9 a mesma estrutura. O Est\u00e1dio [Mo\u00e7a Bonita] id\u00eantico ao que foi constru\u00eddo em 1947. Ficou vinte anos sem refletor, gramado ruim. \u00c9 um clube de sub\u00farbio que n\u00e3o sobrevive mais\u201d, completa o historiador.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>De bicheiro violento a cartola boa pra\u00e7a: Castor usou Bangu para limpar imagem<\/h2>\n<p>Filho de ex-pecuarista, Castor de Andrade estudou nos melhores col\u00e9gios do Rio de Janeiro e frequentou a prestigiada Faculdade Nacional de Direito.<\/p>\n<p>O pai, Eus\u00e9bio de Andrade, havia sido presidente do Bangu de 1963 a 68. J\u00e1 a m\u00e3e, Dona Carmem, tinha a fam\u00edlia ligada ao jogo do bicho. \u201cE o Castor acaba se interessando pelo ramo da av\u00f3, da m\u00e3e, e come\u00e7a a desenvolver neg\u00f3cios nessa dire\u00e7\u00e3o\u201d, explica Molinari.<\/p>\n<figure><figcaption>Castor ao lado do craque Marinho. Foto: Acervo Bangu A. C.\/Carlos Molinari<\/figcaption><\/figure>\n<p>Por causa das atividades como bicheiro, Castor encara uma s\u00e9rie de problemas com a Justi\u00e7a e vira figurinha carimbada nas p\u00e1ginas policiais. A divis\u00e3o territorial do jogo do bicho na capital carioca torna-se extremamente violenta e termina em mortes. <\/p>\n<p><mark>\u201cO que ele fez para mudar isso? Foi ser um benfeitor. Primeiro, na Mocidade Independente de Padre Miguel, sendo campe\u00e3o do Carnaval de 1979. E, em 1980, ele vai colar no Bangu de volta\u201d, prossegue.<\/mark><\/p>\n<p>A partir da\u00ed, o bicheiro passa a frequentar o notici\u00e1rio cultural e esportivo. Se apresenta como uma figura alegre e carism\u00e1tica, que d\u00e1 entrevistas para a Globo e frequenta o <em>jet set <\/em>do Rio de Janeiro, junto da elite carioca.<\/p>\n<figure><figcaption>Castor acabaria desiludido com o futebol. Foto: Acervo Bangu A. C.\/Carlos Molinari<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cEle come\u00e7a a investir no Bangu e v\u00ea que funciona. Tinha bom tino, achava jogadores baratos em times menores. Montava boas equipes com o dinheiro intermin\u00e1vel do jogo do bicho. O grande atrativo do Bangu era que o dinheiro n\u00e3o acabava\u201d, afirma Molinari.<\/p>\n<p>Ainda hoje, nos bairros do sub\u00farbio carioca, a imagem de Castor segue pintada nos muros. \u201cEles n\u00e3o imaginavam chegar nessa final contra o Coritiba. N\u00e3o tinham a pretens\u00e3o. Queriam ser campe\u00f5es cariocas\u201d, completa.<\/p>\n<h2 id=\"h-siga-o-umdois-esportes\">Siga o UmDois Esportes<\/h2>\n<ul>        <\/ul>\n<\/p><\/div>\n<div itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/Person\">\n<p>Julio Filho<!-- Author End -->&#8221; itemprop=&#8221;image&#8221; data-src=&#8221;https:\/\/www.umdoisesportes.com.br\/media\/umdoisesportes\/2024\/06\/06042335\/Julio.png&#8221; src=&#8221;https:\/\/www.umdoisesportes.com.br\/media\/umdoisesportes\/2024\/06\/06042335\/Julio.png&#8221;>                     <\/p>\n<div>\n<p>Formado pela UFPR, ingressou na Gazeta do Povo em 2014, como rep\u00f3rter na editoria de Esportes, participando de coberturas do Campeonato Paranaense, Copa do Brasil, Brasileir\u00e3o, Sul-Americana, Libertadores, Olimp\u00edadas e Copa do Mundo. Desde 2020, editor do UmDois Esportes, com destaque para a cobertura da Copa do Mundo do Catar, em 2022.<\/p>\n<ul>\n<li>                                                              <span><\/span>                                                      <\/li>\n<\/ul><\/div>\n<\/p><\/div>\n<section>\n<h2>Tudo sobre<\/h2>\n<ul itemprop=\"keywords\">\n<li>                 Coritiba             <\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<section itemscope itemtype=\"https:\/\/schema.org\/ItemList\">     <meta itemprop=\"name\" content=\"Veja tamb\u00e9m\">     <\/p>\n<h2>Veja tamb\u00e9m:<\/h2>\n<\/section><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o foi apenas a torcida do Coritiba que celebrou a conquista do t\u00edtulo brasileiro de 1985. 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