{"id":16654,"date":"2025-05-14T08:09:10","date_gmt":"2025-05-14T11:09:10","guid":{"rendered":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/dengue-avanca-no-sul-do-pais-e-aponta-impacto-das-mudancas-climaticas\/"},"modified":"2025-05-14T08:09:25","modified_gmt":"2025-05-14T11:09:25","slug":"dengue-avanca-no-sul-do-pais-e-aponta-impacto-das-mudancas-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/dengue-avanca-no-sul-do-pais-e-aponta-impacto-das-mudancas-climaticas\/","title":{"rendered":"Dengue avan\u00e7a no Sul do pa\u00eds e aponta impacto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>O Rio Grande do Sul virou um retrato invertido da dengue no Brasil. Se antes o frio mantinha o Aedes aegypti sob controle, agora o mosquito que transmite o v\u00edrus causador da doen\u00e7a encontrou um clima favor\u00e1vel para se espalhar pelo estado. A doen\u00e7a n\u00e3o para de avan\u00e7ar: at\u00e9 o \u00faltimo dia 8 de maio, foram 15.643 casos confirmados e oito mortes.<\/p>\n<p>A epidemia atual, embora ainda menor que a do ano passado, cresce r\u00e1pido: a taxa de transmiss\u00e3o j\u00e1 passa de 2,08, e 474 munic\u00edpios ga\u00fachos est\u00e3o infestados de mosquitos, dois a mais que em 2024. Na pr\u00e1tica, isso significa que o v\u00edrus cresce num ritmo de expans\u00e3o semelhante ao registrado nos primeiros meses da pandemia de Covid-19, em 2020. Para especialistas, o recado \u00e9 claro: mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, desigualdade urbana e falhas estruturais est\u00e3o redesenhando o mapa da dengue \u2014 e o Sul entrou de vez na rota.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador em sa\u00fade p\u00fablica Diego Ricardo Xavier, do Instituto de Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica em Sa\u00fade da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Icict\/Fiocruz), a dengue \u00e9 uma doen\u00e7a que est\u00e1 totalmente associada \u00e0 quest\u00e3o clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u201cA gente tem visto a dengue entrando no Sul, onde n\u00e3o tinha epidemias t\u00e3o frequentes, porque a barreira clim\u00e1tica impedia. Agora, al\u00e9m de estar se deslocando para regi\u00f5es subtropicais, ela est\u00e1 subindo as montanhas. Se o mundo continuar aquecendo, poderemos ter epidemias de dengue at\u00e9 na Europa e nos Estados Unidos\u201d, afirma. Em alguns pa\u00edses europeus, como Espanha e Fran\u00e7a, j\u00e1 h\u00e1 registros de casos aut\u00f3ctones \u2014 infec\u00e7\u00f5es adquiridas localmente, sem rela\u00e7\u00e3o com viagens a regi\u00f5es end\u00eamicas.<\/p>\n<p>At\u00e9 a metade de abril, o InfoDengue, plataforma da Fiocruz que \u00e9 um dos principais sistemas brasileiros de monitoramento de arboviroses (viroses transmitidas por mosquitos), registrou 1.757.065 casos suspeitos de dengue no pa\u00eds. Desses, mais da metade (67,69%) s\u00e3o classificados como prov\u00e1veis, uma varia\u00e7\u00e3o de quase 30% em rela\u00e7\u00e3o a 2024.<\/p>\n<p>A epidemiologista Cl\u00e1udia Code\u00e7o, coordenadora do InfoDengue, explica que as vari\u00e1veis clim\u00e1ticas v\u00eam sendo consideradas no relat\u00f3rio e j\u00e1 apontam evid\u00eancias do impacto do aquecimento global na expans\u00e3o da doen\u00e7a para \u00e1reas historicamente protegidas.<\/p>\n<p>\u201cEssas regi\u00f5es est\u00e3o observando per\u00edodos mais longos de clima favor\u00e1vel, especialmente com invernos mais amenos e a chegada precoce da primavera. Mesmo pequenas mudan\u00e7as podem levar a grandes aumentos de dengue, pois permitem aos v\u00edrus manterem seu ciclo de transmiss\u00e3o durante o inverno e rapidamente se reproduzirem quando chega a primavera\u201d, detalha.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio atual, com surtos em regi\u00f5es antes consideradas pouco vulner\u00e1veis, \u00e9 o resultado mais vis\u00edvel dessa nova din\u00e2mica clim\u00e1tica. E entender como a dengue se espalhou pelo mundo ajuda a dimensionar o desafio atual.<\/p>\n<h2>Um mosquito que transmite quatro tipos de v\u00edrus<\/h2>\n<p>Transmitida pelo mosquito <em>Aedes aegypti<\/em>, a dengue \u00e9 uma doen\u00e7a causada por v\u00edrus da fam\u00edlia <em>Flaviviridae<\/em>, a mesma do v\u00edrus da febre amarela e do Zika. Existem quatro sorotipos diferentes \u2014 DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 \u2014, e a infec\u00e7\u00e3o por um deles gera imunidade apenas contra aquele tipo, deixando o organismo vulner\u00e1vel aos demais.<\/p>\n<p>O ciclo de transmiss\u00e3o come\u00e7a quando a f\u00eamea do mosquito, ao picar uma pessoa infectada, adquire o v\u00edrus e passa a transmiti-lo a outros indiv\u00edduos ao longo da vida. Os sintomas mais comuns incluem febre repentina, dor de cabe\u00e7a, dor atr\u00e1s dos olhos, dores no corpo e nas articula\u00e7\u00f5es, manchas avermelhadas na pele e prostra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cTamb\u00e9m chamada de \u2018febre quebra-ossos\u2019, a dengue pode parecer inicialmente uma infec\u00e7\u00e3o viral comum, mas exige aten\u00e7\u00e3o redobrada\u201d, alerta a m\u00e9dica infectologista Emy Akiyama Gouveia, do Hospital Israelita Albert Einstein.<\/p>\n<p>Geralmente, a doen\u00e7a \u00e9 autolimitada, com recupera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea. Mas pode evoluir para formas graves. Os sinais de alerta incluem sangramentos, dor abdominal intensa, v\u00f4mitos persistentes, falta de ar, tontura e confus\u00e3o mental. \u201cEsses sinais costumam aparecer na fase em que a febre come\u00e7a a ceder, entre o terceiro e o s\u00e9timo dia da doen\u00e7a\u201d, explica Gouveia.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico \u00e9 feito principalmente a partir da avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, sem necessidade de confirma\u00e7\u00e3o laboratorial em alguns casos. Testes r\u00e1pidos e exames de sangue podem ser solicitados para confirmar a infec\u00e7\u00e3o ou monitorar altera\u00e7\u00f5es em casos suspeitos de agravamento.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica refor\u00e7a que a automedica\u00e7\u00e3o \u00e9 um risco e que a hidrata\u00e7\u00e3o adequada \u00e9 fundamental para evitar complica\u00e7\u00f5es. \u201cO atraso na reposi\u00e7\u00e3o de l\u00edquidos \u00e9 um dos principais fatores de evolu\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel\u201d, alerta.<\/p>\n<p>Apesar do conhecimento acumulado, controlar a dengue segue um desafio no Brasil. \u201cO <em>Aedes aegypti<\/em> \u00e9 onipresente no pa\u00eds\u201d, afirma Gouveia. Ela destaca que, embora a vacina\u00e7\u00e3o esteja avan\u00e7ando, a cobertura ainda \u00e9 baixa e, pelo SUS, restrita a grupos espec\u00edficos da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Doen\u00e7a milenar<\/h2>\n<p>As primeiras descri\u00e7\u00f5es de uma infec\u00e7\u00e3o com caracter\u00edsticas semelhantes \u00e0 dengue remontam \u00e0 China antiga, entre 265 e 420 d.C., durante a Dinastia Chin. Na \u00e9poca, a doen\u00e7a era conhecida como \u201cveneno d\u2019\u00e1gua\u201d, numa associa\u00e7\u00e3o popular com insetos voadores pr\u00f3ximos a ambientes aqu\u00e1ticos.<\/p>\n<p>S\u00e9culos depois, surtos similares foram registrados nas \u00cdndias Ocidentais Francesas e no Panam\u00e1 no s\u00e9culo 17, e epidemias foram descritas na \u00c1sia, \u00c1frica e Am\u00e9rica do Norte entre 1779 e 1780. A transmiss\u00e3o por mosquitos s\u00f3 foi confirmada em 1906; e o v\u00edrus, identificado no ano seguinte.<\/p>\n<p>No Brasil, o <em>Aedes aegypti<\/em> teria chegado durante o per\u00edodo colonial, trazido da \u00c1frica em navios negreiros. Os primeiros relatos de casos no pa\u00eds surgiram no final do s\u00e9culo 19, em Curitiba, e no in\u00edcio do s\u00e9culo 20, em Niter\u00f3i (RJ), segundo o Instituto Oswaldo Cruz. Mas foi s\u00f3 a partir dos anos 1940 que a percep\u00e7\u00e3o da dengue como uma emerg\u00eancia em sa\u00fade p\u00fablica ganhou for\u00e7a.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada seguinte, o <em>Aedes aegypti<\/em> chegou a ser erradicado do pa\u00eds, como parte dos esfor\u00e7os contra a febre amarela. Mas o relaxamento das medidas nos anos seguintes o fez retornar.<\/p>\n<h2>Aquecimento global e o aumento de casos<\/h2>\n<p>Nos \u00faltimos anos, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas agravaram o cen\u00e1rio. Um estudo da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, apresentado no final de 2024, estima que o aquecimento global j\u00e1 responde por aproximadamente 19% das infec\u00e7\u00f5es de dengue no mundo. O aumento da temperatura m\u00e9dia, especialmente na faixa entre 20\u202f\u00b0C e 29\u202f\u00b0C, cria condi\u00e7\u00f5es ideais para o v\u00edrus e pode levar a um crescimento de at\u00e9 200% nos casos em regi\u00f5es end\u00eamicas nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Hoje, cerca de 257 milh\u00f5es de pessoas vivem em \u00e1reas onde a incid\u00eancia da dengue pode dobrar em 25 anos.<\/p>\n<p>No Brasil, as proje\u00e7\u00f5es seguem a mesma linha. De acordo com o AdaptaBrasil, plataforma do governo federal que mede a vulnerabilidade dos munic\u00edpios \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e prop\u00f5e a\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o, metade dos munic\u00edpios deve apresentar risco alto ou muito alto para doen\u00e7as transmitidas pelo <em>Aedes aegypti<\/em> at\u00e9 2030. As estimativas combinam vari\u00e1veis como temperatura, chuvas, desmatamento, densidade populacional e acesso a saneamento b\u00e1sico.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da expans\u00e3o geogr\u00e1fica, o padr\u00e3o das epidemias mudou. Antes concentrada nos meses de ver\u00e3o, a transmiss\u00e3o da dengue agora se estende por quase todo o ano em v\u00e1rias regi\u00f5es, impulsionada por ondas de calor fora de \u00e9poca. De acordo com levantamento do Observat\u00f3rio de Clima e Sa\u00fade da Fiocruz, o intervalo entre epidemias praticamente desapareceu: os anos 2022, 2023 e 2024 registraram surtos consecutivos.<\/p>\n<p>Eventos como o El Ni\u00f1o \u2014 que aquece acima do normal as \u00e1guas do oceano Pac\u00edfico na linha do Equador \u2014 tamb\u00e9m tiveram impacto. \u201cQuando teve El Ni\u00f1o, o ver\u00e3o come\u00e7ou antes. Em setembro j\u00e1 estava um calor infernal. Esse calor fora de \u00e9poca, combinado com chuvas e mais criadouros dispon\u00edveis, fez o tempo de reprodu\u00e7\u00e3o do mosquito aumentar\u201d, resume Xavier, da Fiocruz.<\/p>\n<h2>Enfrentamento estrutural<\/h2>\n<p>Apesar do cen\u00e1rio cr\u00edtico, novas estrat\u00e9gias de combate \u00e0 dengue oferecem perspectivas promissoras. Al\u00e9m dos avan\u00e7os no manejo cl\u00ednico \u2014 com atualiza\u00e7\u00e3o dos protocolos de hidrata\u00e7\u00e3o e diagn\u00f3stico precoce pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que agora passa a tratar inicialmente todas as arboviroses como dengue \u2014, o foco se volta para o enfrentamento do vetor e a amplia\u00e7\u00e3o da vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma das apostas no controle do mosquito \u00e9 o projeto Wolbachia. A bact\u00e9ria, que ocorre naturalmente em cerca de 60% dos insetos, foi introduzida no <em>Aedes aegypti<\/em> para bloquear sua capacidade de transmitir o v\u00edrus. Iniciativas na Indon\u00e9sia, Austr\u00e1lia e Col\u00f4mbia mostraram redu\u00e7\u00f5es superiores a 75% nos casos de dengue nas \u00e1reas-alvo.<\/p>\n<p>No Brasil, o programa \u00e9 desenvolvido pela organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos World Mosquito Program (WMP) em parceria com a Fiocruz e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Atualmente, est\u00e1 presente em cinco cidades, com previs\u00e3o de expans\u00e3o para mais seis. Em Niter\u00f3i, an\u00e1lises indicam uma queda de cerca de 70% nos casos de dengue, 60% nos de chikungunya e 40% nos de Zika nas regi\u00f5es onde os mosquitos foram liberados.<\/p>\n<p>No campo da imuniza\u00e7\u00e3o, as perspectivas tamb\u00e9m s\u00e3o animadoras. A vacina Qdenga mostrou efic\u00e1cia superior a 80% contra os quatro sorotipos e ampliou as op\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o para pessoas entre 4 e 60 anos. H\u00e1 ainda grande expectativa pelo imunizante do Instituto Butantan, desenvolvido h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada e que ainda aguarda aprova\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa). Com dose \u00fanica e efic\u00e1cia de 79,6%, a vacina nacional poder\u00e1 ser incorporada ao Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (PNI).<\/p>\n<p>Para especialistas, por\u00e9m, essas solu\u00e7\u00f5es s\u00f3 ter\u00e3o efeito real se houver planejamento e a\u00e7\u00e3o coordenada. \u201cA resposta oportuna \u00e0 dengue exige prepara\u00e7\u00e3o, com planos de enfrentamento organizados, uma rede de resposta capacitada e um sistema de alerta\u201d, afirma a coordenadora do InfoDengue.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 urgente atacar as ra\u00edzes estruturais do problema \u2014 sobretudo no contexto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e das desigualdades sociais no Brasil. Diego Xavier cita o exemplo da epidemia de dengue que atingiu S\u00e3o Paulo durante a crise h\u00eddrica de 2014. \u201cMuita gente come\u00e7ou a acumular \u00e1gua. Isso gerou um criadouro artificial e desmontou modelos cl\u00e1ssicos que afirmavam que, para ter dengue, era preciso calor e chuva\u201d, explica.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es mais afetadas foram justamente aquelas com pior acesso \u00e0 \u00e1gua. \u201cA gente n\u00e3o vai mais conseguir reverter a situa\u00e7\u00e3o, ela j\u00e1 foi para o vinagre. O que podemos fazer agora \u00e9 tentar diminuir o tamanho do impacto\u201d, afirma o pesquisador. Para ele, o mais vi\u00e1vel \u00e9 investir em infraestrutura urbana \u2014 como saneamento e moradia \u2014 e em campanhas educativas, seguindo o exemplo de pa\u00edses asi\u00e1ticos como Singapura e Vietn\u00e3, que conseguiram controlar a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso capacitar os servi\u00e7os de sa\u00fade nas localidades que historicamente n\u00e3o enfrentavam a doen\u00e7a e orientar a popula\u00e7\u00e3o para o combate ao vetor. \u201cEduca\u00e7\u00e3o e resolver os problemas de base s\u00e3o avan\u00e7os importantes para evitar epidemias, mas n\u00e3o s\u00e3o uma bala de prata. Temos que usar tudo que a gente tem\u201d, conclui Xavier.<\/p>\n<blockquote data-secret=\"GLgT84GAvE\">\n<p>Por que h\u00e1 alta de dengue todos os anos? Entenda os fatores<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Rio Grande do Sul virou um retrato invertido da dengue no Brasil. Se antes o frio mantinha o Aedes aegypti sob&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":47,"featured_media":16655,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"","_lmt_disable":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-16654","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16654","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/users\/47"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16654"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16654\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16655"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16654"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16654"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16654"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}