{"id":15870,"date":"2025-05-07T06:39:48","date_gmt":"2025-05-07T09:39:48","guid":{"rendered":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/monte-everest-esta-crescendo-por-causa-de-um-rio-pirata-diz-estudo\/"},"modified":"2025-05-07T06:39:53","modified_gmt":"2025-05-07T09:39:53","slug":"monte-everest-esta-crescendo-por-causa-de-um-rio-pirata-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/monte-everest-esta-crescendo-por-causa-de-um-rio-pirata-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Monte Everest est\u00e1 crescendo por causa de um rio \u201cpirata\u201d, diz estudo"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Visto como s\u00edmbolo de prest\u00edgio e status, escalar o monte Everest, no Himalaia, apresenta uma s\u00e9rie de riscos, como temperaturas at\u00e9 -60\u00baC, mal da altitude, avalanches, custos elevados e uma janela clim\u00e1tica apertada.<\/p>\n<p>A esses obst\u00e1culos, os futuros alpinistas dever\u00e3o acrescentar mais um: a montanha mais alta do planeta est\u00e1 crescendo, e mais alto do que as demais eleva\u00e7\u00f5es de sua cordilheira.<\/p>\n<p>Embora pare\u00e7a surpreendente, <strong>a verdade \u00e9 que as montanhas crescem<\/strong>. E n\u00e3o apenas crescem, mas tamb\u00e9m sofrem eros\u00e3o e desgaste, al\u00e9m de um processo de \u201cflutua\u00e7\u00e3o\u201d sobre o manto terrestre, chamado isostasia.<\/p>\n<p>Segundo um estudo recente, publicado na\u00a0Nature Geoscience, o Everest est\u00e1 cerca de 15 a 50 metros mais alto do que deveria, devido \u00e0 eros\u00e3o causada por uma rede fluvial, a 75 km, que est\u00e1 cavando um grande desfiladeiro.<\/p>\n<p>A perda da massa de terra, devido \u00e0 a\u00e7\u00e3o erosiva do rio, est\u00e1 provocando um efeito chamado ajuste isost\u00e1tico. Quando uma grande quantidade de terra ou gelo que est\u00e1 comprimindo a crosta terrestre \u00e9 removida, esta rebota lentamente para recuperar seu equil\u00edbrio.<\/p>\n<p>No caso do Everest, a montanha est\u00e1 se elevando a uma taxa de at\u00e9 dois mil\u00edmetros por ano. Ao longo dos \u00faltimos 89 mil anos, essa eleva\u00e7\u00e3o acumulada j\u00e1 <strong>aumentou a altura da montanha entre 15 e 50 metros<\/strong>.<\/p>\n<h2>Testando o crescimento do Everest<\/h2>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-12205165\" id=\"attachment_12205165\"> <label for=\"checkbox_attachment_12205165\"> <span><\/span> <\/label><figcaption id=\"caption-attachment-12205165\">Na isostasia, continentes flutuam sobre o manto terrestre mais denso \u2022 Xu Han <em>et al.<\/em>, Nature Geoscience, 2024<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para testar suas hip\u00f3teses, os autores usaram ferramentas matem\u00e1ticas e computacionais, para simular a evolu\u00e7\u00e3o dos rios ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Uma dessas abordagens matem\u00e1ticas, chamada de <strong>modelo de pot\u00eancia do fluxo<\/strong>, descreve o relacionamento entre o fluxo de \u00e1gua de um rio e a maneira como ele afeta o terreno circundante.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 prever poss\u00edveis eleva\u00e7\u00f5es da paisagem com base em fatores como velocidade da \u00e1gua e movimento das rochas. Embora essa taxa possa variar em outros locais, os autores consideraram que a eleva\u00e7\u00e3o do terreno ocorre em um ritmo constante.<\/p>\n<p>Para entender como essa eleva\u00e7\u00e3o ocorre, os pesquisadores analisaram o resfriamento e exuma\u00e7\u00e3o das rochas, um processo em que pedras profundas da crosta terrestre s\u00e3o trazidas \u00e0 superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Chamados termocronom\u00e9tricos, esses estudos mostraram que h\u00e1 uma faixa espec\u00edfica de eleva\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida em uma \u00e1rea onde o movimento das placas tect\u00f4nicas acontece sobre uma rampa profunda na crosta terrestre.<\/p>\n<p>Isso significa que, em determinadas regi\u00f5es, o terreno est\u00e1 se elevando mais rapidamente devido a for\u00e7as geol\u00f3gicas que atuam abaixo da superf\u00edcie, o que tamb\u00e9m contribui para a eleva\u00e7\u00e3o do Everest.<\/p>\n<h2>Por que o Everest continua crescendo?<\/h2>\n<figure aria-describedby=\"caption-attachment-12205223\" id=\"attachment_12205223\"> <label for=\"checkbox_attachment_12205223\"> <span><\/span> <\/label><figcaption id=\"caption-attachment-12205223\">Himalaia fotografado da Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional em 2003 \u2022 Nasa<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em um comunicado de imprensa, o coautor Adam Smith, doutorando do Departamento de Ci\u00eancias da Terra da\u00a0University College London (UCL), assegura que o monte Everest \u201cainda est\u00e1 crescendo\u201d.<\/p>\n<p>Para ele, a pesquisa mostrou que, \u00e0 medida que o rio \u201ccorta mais fundo\u201d, e remove o peso da regi\u00e3o, a crosta terrestre se eleva aos poucos, e a montanha cresce em altura. Isso significa que processos superficiais podem influenciar a geodin\u00e2mica de grandes cadeias montanhosas.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, a eleva\u00e7\u00e3o do Everest ocorreu h\u00e1 milhares de anos, <strong>em consequ\u00eancia de uma \u201cpirataria de drenagem\u201d,<\/strong> processo em que um rio \u201crouba\u201d o fluxo de outro.<\/p>\n<p>Nessa captura fluvial, o rio Arun, que hoje corre para leste do monte Everest, pode ter roubado o fluxo do rio Kosi, aumentando sua vaz\u00e3o. Isso intensificou a incis\u00e3o das gargantas, profundos desfiladeiros que os rios esculpem nos terrenos, <strong>removendo bilh\u00f5es de toneladas de terra e sedimentos<\/strong>.<\/p>\n<p>Para o autor principal do estudo, Xu Han, da Universidade Chinesa de Geoci\u00eancias, \u201cA intera\u00e7\u00e3o entre a eros\u00e3o do rio Arun e a press\u00e3o ascendente do manto da Terra impulsiona o Everest, elevando-o a uma altura maior do que teria sem esse processo\u201d.<\/p>\n<blockquote data-secret=\"gjPj9QHyfP\">\n<p>Cientistas encontram primeiro animal capaz de sobreviver sem oxig\u00eanio<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Visto como s\u00edmbolo de prest\u00edgio e status, escalar o monte Everest, no Himalaia, apresenta uma s\u00e9rie de riscos, como temperaturas at\u00e9 -60\u00baC,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":92,"featured_media":15871,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"","_lmt_disable":"","footnotes":""},"categories":[18],"tags":[],"class_list":["post-15870","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-regiao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15870","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/users\/92"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15870"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15870\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15871"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15870"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15870"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15870"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}