{"id":12302,"date":"2025-03-30T14:49:34","date_gmt":"2025-03-30T17:49:34","guid":{"rendered":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/5-dicas-para-deixar-de-ficar-rolando-o-feed-sem-parar\/"},"modified":"2025-03-30T14:49:35","modified_gmt":"2025-03-30T17:49:35","slug":"5-dicas-para-deixar-de-ficar-rolando-o-feed-sem-parar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/5-dicas-para-deixar-de-ficar-rolando-o-feed-sem-parar\/","title":{"rendered":"5 dicas para deixar de ficar rolando o feed sem parar"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>As discuss\u00f5es sobre os efeitos nocivos das redes sociais vem ganhando cada vez mais espa\u00e7o. Ainda assim, uma pergunta n\u00e3o quer calar: por que n\u00e3o conseguimos parar de rolar o feed?<\/p>\n<p>Pensando nisso, a <strong>CNN<\/strong> entrevistou o psic\u00f3logo Cristiano Nabuco, pioneiro nos estudos das Depend\u00eancias Tecnol\u00f3gicas no Brasil e \u00e0 frente da Associa\u00e7\u00e3o Matera, para responder a essa pergunta e trazer dicas para que esse h\u00e1bito seja deixado para tr\u00e1s.<\/p>\n<h2>Por que n\u00e3o conseguimos parar de rolar o feed?<\/h2>\n<h3>Rea\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro<\/h3>\n<p>Criado pelo norte-americano Aza Raskin, a rolagem infinita tinha como objetivo melhorar a experi\u00eancia do usu\u00e1rio ao navegar pela interface de dispositivos eletr\u00f4nicos em vez da pagina\u00e7\u00e3o. Ela se tornou popular com o advento dos smartphones a partir da d\u00e9cada de 2010.<\/p>\n<p>Com o boom das redes sociais, como Facebook, Twitter (atualmente chamado de X), Instagram, entre outros, o modelo de rolagem infinita foi adotado como a navega\u00e7\u00e3o padr\u00e3o.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, se o objetivo era apenas melhorar a experi\u00eancia do usu\u00e1rio, ou seja, trazer benef\u00edcios a ele, o que se sabe \u00e9 que uma carga de malef\u00edcios podem ser atribu\u00eddos a esse modelo de navega\u00e7\u00e3o \u2013 o que fez, inclusive, Raskin expor sua frustra\u00e7\u00e3o com a pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o em diversas entrevistas.<\/p>\n<p>\u201cAo rolar a barra [do feed], a pessoa tem contato com novas informa\u00e7\u00f5es, notifica\u00e7\u00f5es e curtidas. Isso ativa o sistema dopamin\u00e9rgico, neurotransmissor ligado \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o de recompensa que a condena\u201d, explica Nabuco.\u00a0De acordo com o especialista, a rea\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante \u00e0 que acontece com jogos de azar e subst\u00e2ncias qu\u00edmicas.<\/p>\n<blockquote>\n<p> A libera\u00e7\u00e3o da dopamina faz com que o processo escale. Ent\u00e3o, na pr\u00f3xima rolagem, espera-se alguma coisa e de maneira progressiva. Outra coisa que est\u00e1 envolvida tamb\u00e9m \u00e9 a recompensa intermitente, como uma m\u00e1quina de ca\u00e7a n\u00edquel: mesmo que voc\u00ea n\u00e3o ganhe, continua puxando e puxando. H\u00e1 expectativa de encontrar alguma coisa bacana <\/p>\n<p> <strong> Cristiano Nabuco, psic\u00f3logo e especialista em depend\u00eancias tecnol\u00f3gicas <\/strong> <\/p><\/blockquote>\n<h3>Imposi\u00e7\u00e3o das redes sociais<\/h3>\n<p>Al\u00e9m do aspecto bioqu\u00edmico, h\u00e1 um segundo que diz respeito ao modo impositivo de consumo de conte\u00fado praticado pelas redes sociais.\u00a0\u201cTemos aquele autoplay para v\u00eddeos que come\u00e7am a funcionar antes mesmo de se ter dado o OK. Ou seja, quem decide [o consumo do conte\u00fado] n\u00e3o \u00e9 voc\u00ea, mas a plataforma.\u201d<\/p>\n<p>Nabuco tamb\u00e9m destaca as notifica\u00e7\u00f5es constantes que geram gatilhos de urg\u00eancias. \u201cTodos esses processos fazem com que as pessoas entrem em uma escalada onde se desconectar e parar de rolar o feed seja quase imposs\u00edvel.\u201d<\/p>\n<h2>Como parar, ent\u00e3o? Veja 5 dicas do psic\u00f3logo<\/h2>\n<p>Diante desses desafios, Nabuco sugere algumas pr\u00e1ticas que podem ajudar a diminuir o h\u00e1bito de rolar o feed:<\/p>\n<h3>1. Estabelecer hor\u00e1rios sem telas<\/h3>\n<p>Entre 30 minutos e 1 hora antes de dormir, o ideal \u00e9 que o smartphone ou qualquer outro dispositivo seja desligado para que a luminosidade n\u00e3o atrapalhe o sono e a mente comece a relaxar.<\/p>\n<h3>2. Ativar alertas de tempo de uso<\/h3>\n<p>As pr\u00f3prias redes sociais possuem ferramentas que monitoram quanto tempo foi gasto nelas. Existem aplicativos que tamb\u00e9m fazem esse controle e podem ajudar a entender como as horas do dia e da semana s\u00e3o dedicadas \u00e0 internet.<\/p>\n<h3>3. N\u00e3o usar as redes sociais como fuga<\/h3>\n<p>Conforme Nabuco aponta, as redes sociais podem ser usadas em momentos de relaxamento ou em pequenas pausas do dia a dia. Por\u00e9m, elas n\u00e3o devem ser utilizadas como v\u00e1lvulas de escape.<\/p>\n<p>\u201cParou o seu trabalho, foi ao banheiro, tomou um caf\u00e9\u2026 Pode dar uma olhadinha. O que n\u00e3o pode fazer \u00e9 usar as redes e as telas como se fossem o cigarro de antigamente. Ou quando n\u00e3o tem nada que fazer, abri-las. Isso come\u00e7a a alterar toda a din\u00e2mica cerebral.\u201d<\/p>\n<h3>4. Mudar apps importantes para a segunda tela<\/h3>\n<p>Essa dica est\u00e1 relacionada a criar obst\u00e1culos para acessar aplicativos muito usados. Isso porque, ao deix\u00e1-los na primeira tela, as bolinhas vermelhas podem ativar gatilhos de urg\u00eancias.\u00a0Na segunda tela, permite-se que o c\u00e9rebro n\u00e3o fique ansioso para ver qual \u00e9 a informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>5. Modo n\u00e3o perturbe e em outro ambiente<\/h3>\n<p>Especialmente em ocasi\u00f5es em que a concentra\u00e7\u00e3o \u00e9 muito demandada, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que o eletr\u00f4nico permane\u00e7a no modo n\u00e3o perturbe e, de prefer\u00eancia, em outro ambiente que a pessoa.<\/p>\n<p>\u201cMesmo com aparelho ao lado sem utiliz\u00e1-lo, a capacidade de aten\u00e7\u00e3o diminui em quase um ter\u00e7o. [Nesses momento], deixe o telefone em outro local. Ao terminar, quando estiver relaxado, pode peg\u00e1-lo.\u201d<\/p>\n<blockquote data-secret=\"HTvckEJa34\">\n<p>Usar celular em excesso pode adicionar at\u00e9 27 kg \u00e0 coluna<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As discuss\u00f5es sobre os efeitos nocivos das redes sociais vem ganhando cada vez mais espa\u00e7o. 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