{"id":11667,"date":"2025-03-23T22:50:27","date_gmt":"2025-03-24T01:50:27","guid":{"rendered":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/uniao-fintechs-bancos-inova-com-drex-ia-e-criptografia-pos-quantica\/"},"modified":"2025-03-23T22:50:37","modified_gmt":"2025-03-24T01:50:37","slug":"uniao-fintechs-bancos-inova-com-drex-ia-e-criptografia-pos-quantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/uniao-fintechs-bancos-inova-com-drex-ia-e-criptografia-pos-quantica\/","title":{"rendered":"Uni\u00e3o fintechs-bancos inova com Drex, IA e criptografia p\u00f3s-qu\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Impulsionada por <em>fintechs<\/em> e novas tecnologias, a inova\u00e7\u00e3o financeira caminha a passos largos no Brasil.<\/p>\n<p>Se antes o sistema financeiro era sin\u00f4nimo de concentra\u00e7\u00e3o de poder e hegemonia na distribui\u00e7\u00e3o de produtos e servi\u00e7os, a descentraliza\u00e7\u00e3o e o aparecimento de novos representantes exibe, a cada dia, uma nova configura\u00e7\u00e3o que se instala no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Essa inova\u00e7\u00e3o, em curso h\u00e1 pelo menos duas d\u00e9cadas, reconfigura a estrutura\u00e7\u00e3o do sistema financeiro e de pagamentos do Brasil.<\/p>\n<p>Capitaneada pelo Banco Central (BC), a transforma\u00e7\u00e3o resulta em uma s\u00e9rie de normativas e reformas que favorecem a implementa\u00e7\u00e3o de novos modelos de neg\u00f3cio e o surgimento massivo de pequenas empresas dispostas a brigar por espa\u00e7o \u2014 e pela aten\u00e7\u00e3o dos consumidores.<\/p>\n<p>Prova disso est\u00e1 na populariza\u00e7\u00e3o das alian\u00e7as entre grandes institui\u00e7\u00f5es financeiras e <em>startups<\/em> do setor, as chamadas <em>fintechs<\/em>.<\/p>\n<p>Juntos, bancos e <em>fintechs<\/em> expandem seus portf\u00f3lios, e, em parceria, lan\u00e7am ao mercado solu\u00e7\u00f5es que t\u00eam cooperado para a cria\u00e7\u00e3o e populariza\u00e7\u00e3o de novos modelos de cr\u00e9dito e servi\u00e7os financeiros no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A busca \u00e9 por diferenciais competitivos, avalia Alexandre Uehara, especialista em inova\u00e7\u00e3o financeira, tecnologia e <em>fintechs<\/em> e ex-membro da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban).<\/p>\n<p>\u201cNo passado, o surgimento dessas empresas era visto como uma amea\u00e7a. Hoje, \u00e9 uma oportunidade e existe uma percep\u00e7\u00e3o m\u00fatua dos benef\u00edcios para ambos os lados\u201d, diz.<\/p>\n<p>No Inter, plataforma financeira e primeiro banco a migrar para a nuvem, ainda em 2016, a inova\u00e7\u00e3o no sistema financeiro virou assunto de ordem.<\/p>\n<p>Por l\u00e1, uma \u00e1rea exclusiva se dedica \u00e0 pesquisa e desenvolvimento de novas solu\u00e7\u00f5es com potencial de impactar o futuro do mercado no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Criada no embalo do lan\u00e7amento do Pix, em 2020, a \u00e1rea embasa os novos lan\u00e7amentos do banco. Entre elas est\u00e1 o Drex, moeda digital proposta pelo Banco Central e que tem levado institui\u00e7\u00f5es a repensar a <em>tokeniza\u00e7\u00e3o<\/em> de ativos no curto prazo.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m do papel de executor, com testes e casos de uso, o banco tamb\u00e9m tem buscado colaborar de forma ativa com o desenvolvimento da tecnologia, afirma Bruno Grossi, gerente de Tecnologias Emergentes no Inter \u2014 e l\u00edder do projeto Drex na companhia.<\/p>\n<p>\u201cNosso papel aqui \u00e9 buscar novas tecnologias que v\u00e3o impactar o mercado financeiro nos pr\u00f3ximos cinco a dez anos\u201d, diz.<\/p>\n<p>Acelerar essa curva de aprendizado e ado\u00e7\u00e3o depende, em boa medida, da estrutura\u00e7\u00e3o de parcerias.<\/p>\n<p>Pensando nisso, o banco se uniu \u00e0 Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV) e Microsoft, em 2024, nos estudos sobre a aplica\u00e7\u00e3o de criptografia p\u00f3s-qu\u00e2ntica ao Drex, tipo de prote\u00e7\u00e3o resistente tamb\u00e9m a ataques na computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica, campo considerado a nova fronteira da ci\u00eancia computacional.<\/p>\n<p>De olho na lista de tecnologias que v\u00e3o impactar o mercado financeiro no futuro, o Inter j\u00e1 mira em temas como <em>blockchain<\/em>, intelig\u00eancia artificial (IA) e computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica.<\/p>\n<p>\u201cA pr\u00f3pria IA \u00e9 algo difuso aqui no Inter. Muitas \u00e1reas j\u00e1 se apropriaram dela, antes mesmo de ter virado moda\u201d, diz Grossi.<\/p>\n<p>Segundo ele, o departamento est\u00e1 dedicado a encontrar maneiras de utilizar a IA generativa de forma avan\u00e7ada, e que n\u00e3o esteja \u201csendo usada por outros bancos\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos estudos de caso, o Inter tamb\u00e9m tem apostado na aproxima\u00e7\u00e3o com <em>startups<\/em> para encurtar a jornada rumo ao avan\u00e7o tecnol\u00f3gico. O banco tem parceria cont\u00ednua com o Orbi Conecta, <em>hub<\/em> de acelera\u00e7\u00e3o de <em>startups<\/em>, e assim se conecta a pequenas empresas e <em>fintechs<\/em> de todo o Brasil.<\/p>\n<p>No caso do Drex, as alian\u00e7as tamb\u00e9m extrapolam os limites nacionais. O Inter aliou-se \u00e0 startup americana Chainlink, que desenvolve uma plataforma descentralizada para opera\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p>O intuito \u00e9 conectar transa\u00e7\u00f5es nacionais a uma rede descentralizada lastreada em <em>blockchain<\/em>. Um projeto piloto est\u00e1 sendo testado para a venda de <em>commodities<\/em> nacionais.<\/p>\n<p>A PagBrasil, empresa brasileira de pagamento digitais e tecnologia, tamb\u00e9m olha para fora ao buscar parceiros que possam cooperar para que o pa\u00eds seja pioneiro em inova\u00e7\u00e3o no mercado financeiro, e para isso, tem apostado na exporta\u00e7\u00e3o de um diferencial brasileiro nesta frente: o Pix.<\/p>\n<p>A empresa tem parceria com institui\u00e7\u00f5es financeiras de outros pa\u00edses dispostas a processar pagamentos em Pix para usu\u00e1rios que estejam de passagem pelo Brasil.<\/p>\n<p>A tecnologia, chamada de Pix internacional (ou Pix <em>Roaming<\/em>) permite que turistas e estrangeiros que possuam contas em bancos gringos possam adaptar a tecnologia brasileira de pagamentos instant\u00e2neos.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, a PagBrasil se integra aos europeus Wipay, Eupago e Paybyrd e tamb\u00e9m a institui\u00e7\u00f5es como Bancard, do Paraguai; Plexo, no Uruguai, e B89 e Ligo, no Peru.<\/p>\n<p>Segundo Ralf Germer, co-CEO da PagBrasil, a associa\u00e7\u00e3o com grandes institui\u00e7\u00f5es financeiras traz vantagens competitivas para os dois lados.<\/p>\n<p>\u201cNenhuma institui\u00e7\u00e3o consegue olhar para todos os setores para entregar inova\u00e7\u00e3o com excel\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 algo que se desenvolve do dia para a noite, \u00e9 algo cont\u00ednuo e as fintechs e empresas de tecnologia podem ajudar\u201d, diz.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o somos concorrentes dos bancos. Somos um aliado com tecnologia em \u00e1reas em que eles n\u00e3o conseguem atender.\u201d<\/p>\n<p>A PagBrasil tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel por processar os pagamentos em Pix para os bancos Bradesco, Ita\u00fa e BTG Pactual na Shopify, uma das maiores plataformas de <em>e-commerce<\/em> do mundo, o que endossa o discurso de que grandes <em>players<\/em> tamb\u00e9m precisam se apropriar de tecnologias oriundas de parceiros de menor porte para enriquecer seu card\u00e1pio de produtos e servi\u00e7os.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o de ganha-ganha\u201d, avalia Uehara. Para ele, se de um lado as grandes empresas entendem que precisam de atalhos para inovar e superar certas burocracias, de outro, as <em>fintechs<\/em> se apropriam dessas alian\u00e7as para driblar barreiras comuns a empresas pequenas, como conquista de novos clientes e a entrada no mercado.<\/p>\n<p>Por outro lado, essas alian\u00e7as s\u00e3o uma maneira de ser mais assertivo no atendimento qualitativo, algo pouco comum a grandes bancos, que est\u00e3o focados em volume e quantidade, complementa Alex Hoffmann, co-CEO da PagBrasil.<\/p>\n<h2>O que vem pela frente<\/h2>\n<p>Em tom un\u00edssono, os especialistas concordam que a inova\u00e7\u00e3o no sistema financeiro no pa\u00eds continuar\u00e1 tendo como ponto de partida a evolu\u00e7\u00e3o de tend\u00eancias j\u00e1 em curso, como a intelig\u00eancia artificial, a <em>tokeniza\u00e7\u00e3o<\/em> de ativos e, em uma perspectiva futura, o avan\u00e7o do Open Finance.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 IA, o foco estar\u00e1 no amadurecimento regulat\u00f3rio e no uso da tecnologia para personificar a jornada do cliente.<\/p>\n<p>\u201cA personaliza\u00e7\u00e3o na oferta de produtos e servi\u00e7os \u00e9 o que trar\u00e1 um diferencial para bancos e fintechs. Trata-se de oferecer uma experi\u00eancia personalizada, mas com escala\u201d, diz Uehara.<\/p>\n<p>No Inter, a tecnologia tem sido usada por diversos setores, com foco em ganho de produtividade.<\/p>\n<p>\u201cAcreditamos que nos pr\u00f3ximos cinco anos, assim como a computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica, esse ser\u00e1 um tema priorit\u00e1rio para a ind\u00fastria\u201d, diz Grossi.<\/p>\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s parcerias entre institui\u00e7\u00f5es, Uehara destaca que h\u00e1 a probabilidade de que alian\u00e7as sejam estendidas para al\u00e9m das limita\u00e7\u00f5es do mercado financeiro, conectando empresas de diferentes ind\u00fastrias.<\/p>\n<p>\u201cPense em uma empresa do varejo se unindo a um grande banco. Ou um grande banco se tornando parceiro de uma empresa de energia que busca inova\u00e7\u00e3o. S\u00e3o contribui\u00e7\u00f5es que podem, inclusive, extrapolar a ind\u00fastria financeira, o que enriquece ainda mais o potencial de inova\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n<p><em>Texto de Maria Clara Dias<\/em><\/p>\n<blockquote data-secret=\"QWqzEoYcxe\">\n<p>Reforma tribut\u00e1ria cria \u201cnanoempreendedor\u201d; entenda nova categoria<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impulsionada por fintechs e novas tecnologias, a inova\u00e7\u00e3o financeira caminha a passos largos no Brasil. 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