{"id":10401,"date":"2025-02-19T03:01:35","date_gmt":"2025-02-19T06:01:35","guid":{"rendered":"https:\/\/click-delphi.com.br\/noticia2025\/por-que-desejamos-doce-depois-das-refeicoes-novo-estudo-responde\/"},"modified":"2025-02-19T03:01:37","modified_gmt":"2025-02-19T06:01:37","slug":"por-que-desejamos-doce-depois-das-refeicoes-novo-estudo-responde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/csimaster.com\/noticia2025\/por-que-desejamos-doce-depois-das-refeicoes-novo-estudo-responde\/","title":{"rendered":"Por que desejamos doce depois das refei\u00e7\u00f5es? Novo estudo responde"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 sentiu vontade de comer um docinho depois de uma refei\u00e7\u00e3o? O desejo por sobremesas \u00e9 algo comum a muitas pessoas e, agora, um novo estudo mostra que essa tenta\u00e7\u00e3o pode estar relacionada \u00e0 forma como os neur\u00f4nios atuam no c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>O trabalho, publicado na revista cient\u00edfica Science no \u00faltimo dia 13, foi realizado, primeiramente, com camundongos e mostrou que um grupo de c\u00e9lulas nervosas, chamados neur\u00f4nios POMC, s\u00e3o respons\u00e1veis pelo apetite por doces, mesmo quando os ratos j\u00e1 estavam saciados.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, realizado por pesquisadores do Instituto Max Planck de Biologia do Envelhecimento, localizado na Alemanha, esses neur\u00f4nios s\u00e3o ativados assim que os camundongos t\u00eam acesso ao a\u00e7\u00facar, facilitando o apetite.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, quando os ratos comem doce, mesmo estando saciados, essas c\u00e9lulas nervosas liberam um dos opioides naturais do corpo: a <strong>endorfina<\/strong>. Essa libera\u00e7\u00e3o atua em outros neur\u00f4nios, desencadeando uma sensa\u00e7\u00e3o de recompensa, fazendo com que os camundongos comam a\u00e7\u00facar mesmo estando satisfeitos com a refei\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n<p>A libera\u00e7\u00e3o de opioides s\u00f3 ocorreu quando os ratos comiam a\u00e7\u00facar, e n\u00e3o aconteceu quando comeram alimentos salgados ou gordurosos. Quando os pesquisadores bloquearam essa via, os ratos n\u00e3o comeram a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<h2>E o que acontece nos humanos?<\/h2>\n<p>Ap\u00f3s observarem como os neur\u00f4nios dos camundongos atuam diante do a\u00e7\u00facar, os pesquisadores tamb\u00e9m realizaram exames cerebrais em volunt\u00e1rios que receberam uma solu\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar por meio de um tubo. Eles descobriram que a mesma regi\u00e3o do c\u00e9rebro reagiu ao doce em humanos e que, assim como nos camundongos, h\u00e1 muitos receptores de opioides naturais nessa regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cDe uma perspectiva evolucion\u00e1ria, isso faz sentido: o a\u00e7\u00facar \u00e9 raro na natureza, mas fornece energia r\u00e1pida. O c\u00e9rebro \u00e9 programado para controlar a ingest\u00e3o de a\u00e7\u00facar sempre que estiver dispon\u00edvel\u201d, explica Henning Fenselau, l\u00edder do grupo de pesquisa no Instituto Max Planck para Pesquisa de Metabolismo e chefe do estudo, em comunicado \u00e0 imprensa.<\/p>\n<p>Para os pesquisadores, as descobertas podem ser importantes para o tratamento da obesidade.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 existem medicamentos que bloqueiam os receptores opi\u00e1ceos no c\u00e9rebro, mas a perda de peso \u00e9 menor do que com inje\u00e7\u00f5es de supressores de apetite. Acreditamos que uma combina\u00e7\u00e3o com eles ou com outras terapias pode ser muito \u00fatil. No entanto, precisamos investigar isso mais a fundo\u201d, diz Fenselau.<\/p>\n<blockquote data-secret=\"g7DbLOFN7M\">\n<p>Estudo aponta que comer doce pode reduzir risco de doen\u00e7as card\u00edacas<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 sentiu vontade de comer um docinho depois de uma refei\u00e7\u00e3o? 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