Lar Região PF: “Mineiro” fez estrutura para operar fluxo financeiro ilicito do Master

PF: “Mineiro” fez estrutura para operar fluxo financeiro ilicito do Master

por henriquesales
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O relatório da PF (Polícia Federal) enviado ao gabinete do ministro André Mendonça no STF (Supremo Tribunal Federal) pelo Caso Dark Horse destacou o que seria um “fluxo financeiro ilícito” que seria operado por Antonio Carlos Freixo Junior.

Conhecido como Mineiro, Freixo Junior teve nesta semana uma proposta de delação premiada fechada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) homologada pelo ministro André Mendonça.

O relatório foi enviado pela PF junto a um pedido a Mendonça, em 8 de julho, para que a corporação fosse autorizada a investigar a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) foi favorável ao pleito da Polícia Federal, e a solicitação foi aceita por Mendonça no dia 22 daquele mês. Os documentos ficaram públicos em meio à leva de derrubada de sigilos que vem ocorrendo desde a noite de quinta-feira (10).

O primeiro tópico da parte analítica do documento é dedicado a Mineiro. A PF o escreve como um “executivo com trajetória ligada ao mercado financeiro” e aponta que ele já foi chamado de “pioneiro nas Bahamas” em entrevista a um podcast.

“[Mineiro] é chamado de ‘pioneiro nas Bahamas’ por operações offshore que teria montado no país, tradicionalmente considerado um paraíso fiscal”, contextualizou o relatório.

Mineiro já figurava como alvo de um processo aberto em 2021 na CVM (Conselho de Valores Mobiliário) que visa deliberar sobre sanções contra uma empresa de sua rede, o Banco Máxima (antigo nome do Banco Master) e outros acusados.

O caso trata do que seria um esquema de fraude no mercado de capitais envolvendo um fundo imobiliário. A Entre Investimentos, controlada por Mineiro, está entre as empresas alvo do processo.

A PF descreveu no relatório que a Entre foi utilizada para transferir recursos do hoje ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, ao fundo Havengate, sediado nos Estados Unidos, ligado ao filme “Dark Horse”.

De acordo com a Polícia Federal, entre fevereiro e setembro do ano passado, a Entre repassou US$ 12,3 milhões de Vorcaro ao Havengate.

A PF apura de onde veio o dinheiro de Vorcaro que seria para o filme; se o montante realmente se destinava integralmente à produção; a razão para os valores irem para os EUA (e se foram enviados de maneira lícita); entre outros pontos.

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