Lar Politica Lula entrega PEC da Segurança a Hugo e Alcolumbre

Lula entrega PEC da Segurança a Hugo e Alcolumbre

por gabrielaboechat
0 comentários
lula-entrega-pec-da-seguranca-a-hugo-e-alcolumbre

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta quarta-feira (23) a entrega do texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de Segurança Pública ao Congresso Nacional.

O petista classificou o momento como um “ato histórico” e disse que o texto vai evitar que brasileiros continuem “andando assustados”. 

“[O Governo Federal] não quer interferir na responsabilidade e na autonomia de cada estado na questão da segurança publica, o que queremos é dizer ao povo brasileiro que o governo federal assumiu definitivamente a responsabilidade de se colocar à disposição dos estados para que a gente possa cuidar da segurança e não permitir que o povo brasileiro continue andando assustado”, afirmou.

“O que vamos fazer é nos colocar à disposição com inteligência, com dinheiro, com recursos e com vontade politica para ver se a gente consegue amenizar o susto que o brasileiro vive cotidianamente’, completou o presidente.

Lula organizou um evento, no Palácio do Planalto, para a entrega do texto com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP); além do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski; e da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. 

O texto final da PEC precisou de ao menos seis meses de negociações com governadores, além de diversas alterações após a primeira versão do texto ser amplamente criticada por governadores e prefeitos.

A ideia da PEC é estabelecer um sistema unificado, uma espécie de SUS, para segurança pública no país. 

Lewandowski afirmou que a proposta foi muito discutida, e que foi possível chegar a um “texto de consenso”.

“Temos um texto redondo, um texto consensual, e tenho certeza de que o Congresso Nacional, que representa o povo brasileiro na sua sabedoria, saberá aprimorar esse texto”, afirmou o ministro.

Após ser protocolada, a PEC precisará ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Se passar pela CCJ, a proposta ainda deverá ser debatida em uma comissão especial. Em seguida, o texto precisará ser aprovado em dois turnos pelo plenário da Casa. Se aprovada, a PEC segue para análise do Senado.

Hugo Motta afirmou que vai encaminhar o texto à CCJ ainda nesta semana. Ele disse já ter conversado com o presidente da Comissão, deputado Paulo Azi (União-BA), sobre a importância de dar celeridade ao texto. 

“Reafirmo que vamos dar total prioridade a essa PEC. Ela chegando à Câmara, essa semana ainda eu quero enviar à CCJ, que também tratará o tema com prioridade. […] Não há uma pauta hoje que a sociedade grite mais por solução que não seja a segurança pública. O governo acerta quando manda uma PEC ao Congresso”, disse.

O texto enfrentou – e ainda enfrenta – muita resistência entre governadores e parlamentares opositores. Grupos como a bancada da bala, que já ameaçaram arquivar a proposta – devem se mobilizar para fazer mudanças.  

Davi Alcolumbre garantiu que alterações seriam feitas no texto. Segundo ele, as mudanças serão para cumprir a “missão” dos senadores de “fazer o que for certo para o Brasil”.

“Vamos propor alterações, vamos sugerir e buscar melhorar a proposta, porque esse é nosso papel. Mas saiba que a boa vontade será sempre de melhorar esse ambiente”, afirmou.

No começo do mês, Lewandowski apresentou o novo texto da PEC ao presidente da Câmara e a líderes partidários. Na ocasião, Motta disse que o legislativo iria se debruçar sobre a proposta e dar prioridade a ela.  

Entenda PEC

A PEC da Segurança é uma das principais apostas do governo federal para enfrentar o crime organizado. Elaborado pela equipe do ministro Ricardo Lewandowski, o texto propõe uma atuação coordenada entre União, estados e municípios no combate à criminalidade.

A primeira versão da proposta foi apresentada por Lewandowski no ano passado, mas enfrentou resistência de governadores e prefeitos, que temiam a perda de autonomia na gestão das forças de segurança locais.

Em resposta às críticas, o ministro apresentou uma nova versão em janeiro deste ano, e uma terceira em abril, desta vez incluindo as guardas municipais no escopo da proposta.

Um dos principais pilares da PEC é dar status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), criado por lei ordinária em 2018. A medida busca acelerar procedimentos burocráticos que, hoje, dificultam a atuação das autoridades.

Entre os destaques da PEC estão: a ampliação das atribuições das guardas municipais, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal; a previsão de que a União institua o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional, para financiar ações na área; e a inclusão de representantes da sociedade civil no Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social.

Postagens relacionadas

Quem Somos

Somos um dos maiores portais de noticias de toda nossa região, estamos focados em levar as melhores noticias até você, para que fique sempre atualizado com os acontecimentos do momento.

Portal News Noticias @2025 – Todos direitos reservados.